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Líderes internacionais reagem à ausência da África no futuro do Brasil

Uma semana depois da publicação do relatório “O Futuro das Relações Brasil África: Análise das Propostas dos Candidatos à Presidência da República do Brasil” pelo Instituto Brasil África, alguns líderes internacionais tem reagido ao possível enfraquecimento das relações entre o Brasil e o continente africano.

O relatório mostra que apenas cinco dos treze candidatos mencionam a África em seus planos de governo. São eles: Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (Psol), João Goulart Filho (PPL) e Marina Silva (Rede). No entanto, em geral, não há desenvolvimento de propostas concretas.

“O relatório do Instituto Brasil Africa é extremamente importante, pois descreve com muita precisão o atual contexto político-eleitoral no Brasil. Esse tipo de análise como a que o IBRAF apresenta permitem o fortalecimento das relações, em todos os setores, do Brasil com os países do continente africano e o importante aprofundamento da Cooperação Sul-Sul brasileira ”, afirma Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a fome do World Food Programme (WFP).

“Isso reflete essencialmente um padrão histórico longo e estabelecido, no qual acho que o Brasil e a África não realmente solidificaram muitas das potencialidades que existem para que os dois continentes desenvolvam relações mais próximas. Em termos de parcerias políticas mais próximas, que se traduzem em algo que permita ao Brasil entrar em parceria com seus pares africanos para influenciar agendas globais, acho que isso tem sido mal explorado. Nesse sentido, a observação de que a agenda africana está ausente da pauta presidencial nas próximas eleições brasileiras não surpreende. Eu acho que reforça o padrão histórico bem estabelecido que está em vigor há algumas décadas ”, diz Ola Bello, diretor executivo da Good Governance Africa.

“A FARA é parceira de instituições brasileiras há vários anos nas últimas décadas. Desenvolvemos muitas iniciativas em conjunto, usando a Cooperação Sul-Sul para fortalecer o desenvolvimento agrícola no continente africano. Temos acompanhado a evolução política recente no Brasil. Nossa esperança é que nos próximos anos a África e o Brasil possam explorar os benefícios mútuos que podem sair do potencial agrícola das duas nações”, diz Yemi Akinbamijo, diretor executivo do Forum for Agricultural Research in Africa (FARA).